... mas detesto coca light.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Oi, novamente.
Agora que sou sincera tenho poucos amigos. Uns se perderam, porque eu fui sincera comigo mesma e percebi que eles não são (ou nunca foram) amigos de verdade. Talvez companheiros de festas, de saídas, mas não amigos. Talvez, até, foram amigos, mas o vínculo que nos unia se desfez. Outros se perderam por não aguentar ouvir as minhas verdades: Quem eu sou, quem eu era, quem eu me tornei e o que eu acho sobre eles.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Perdoar?
Passo muito tempo pensando se é para perdoar, mesmo que tenha sido repetidos erros, ou se é para falar tudo que ta preso na garganta, ou se é pra falar tudo que ta preso na garganta e depois perdoar. E quando não vale a pena falar com ele? Perdoar e não querer mais nenhum contato também é perdoar?
Falar tudo ajuda a esquecer e esquecer é uma forma de perdoar, ou, pelo menos, deveria ser, afinal quando você não lembra o que aconteceu, como vai ter raiva? Chega até ao ponto de olhar pra vitima (ou carrasco, chame como quiser) e não saber direito o que ele lhe fez. Ou até saber, mas fulaninho fez pior, e, também, você já esta com cicraninho, que é mais bonito, ou, até, você esta só, mas ta trabalhando, estudando e muito bem resolvida, não ver mais importância no possível mal que ele causou.
Ta decidido, não vou falar, nem perdoar, vou tentar esquecer. Será que consigo esquecer sem falar tudo? Sem perdoar? Consigo, eu consigo. Voltando os pensamentos para outras coisas...
Daí surgem musicas como “Devia ter me importado menos com problemas pequenos, ter morrido de amor...” ou “Não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver,
Vamos nos permitir...” ou, uma frase mega profunda como “Diga-me quem você mais perdoou na vida, e então direi quem você mais amou” (amou? Será que amo ele?), além de todas canções do Roberto Carlos, seguida por Los Hermanos e Nando Reis. Tudo na playlist da dor de cotovelo + indecisas + dando a volta por cima + eternas apaixonadas. Isso tudo embaralha a mente feminina e tudo que você acreditava que tinha que fazer, aquele orgulho e aquela pose que tinha que manter, já não valem mais muita coisa.
E com isso volto a pensar se é para perdoar, mesmo que tenha sido repetidos erros, ou se é para falar tudo que ta preso na garganta, ou se é pra falar tudo que ta preso na garganta e depois perdoar...
Falar tudo ajuda a esquecer e esquecer é uma forma de perdoar, ou, pelo menos, deveria ser, afinal quando você não lembra o que aconteceu, como vai ter raiva? Chega até ao ponto de olhar pra vitima (ou carrasco, chame como quiser) e não saber direito o que ele lhe fez. Ou até saber, mas fulaninho fez pior, e, também, você já esta com cicraninho, que é mais bonito, ou, até, você esta só, mas ta trabalhando, estudando e muito bem resolvida, não ver mais importância no possível mal que ele causou.
Ta decidido, não vou falar, nem perdoar, vou tentar esquecer. Será que consigo esquecer sem falar tudo? Sem perdoar? Consigo, eu consigo. Voltando os pensamentos para outras coisas...
Daí surgem musicas como “Devia ter me importado menos com problemas pequenos, ter morrido de amor...” ou “Não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver,
Vamos nos permitir...” ou, uma frase mega profunda como “Diga-me quem você mais perdoou na vida, e então direi quem você mais amou” (amou? Será que amo ele?), além de todas canções do Roberto Carlos, seguida por Los Hermanos e Nando Reis. Tudo na playlist da dor de cotovelo + indecisas + dando a volta por cima + eternas apaixonadas. Isso tudo embaralha a mente feminina e tudo que você acreditava que tinha que fazer, aquele orgulho e aquela pose que tinha que manter, já não valem mais muita coisa.
E com isso volto a pensar se é para perdoar, mesmo que tenha sido repetidos erros, ou se é para falar tudo que ta preso na garganta, ou se é pra falar tudo que ta preso na garganta e depois perdoar...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Quem semeia vento, colhe tempestade.
Depois de pensar muito sobre isso, passou a se ver ali. Não seria todo dia como uma ventania forte, nem todo dia como uma brisa, mas agradável como o vento. As pessoas em sua volta a semeavam. Aquilo era estimulante. Elogiavam sua calma, elogiavam sua animação, elogiavam sua revolta com as injustiças, sem saber que ali existe uma constante tempestade que até ela desconhecia. A qualquer momento sairá e levará tudo que foi construído. Vai ser doloroso, mas parece necessário. Parece uma conseqüência de todo tempo de brisa que se passou. Muitos não aguentam e se escondem para sempre.
“Depois da tempestade vem à bonança” e não poderia ser diferente. Vem a reconstrução de cada pedaço, junto à modificação de outros. Vêm as desculpas pelo que destruiu, junto com as novas descobertas. A tempestade é como uma peneira, dela só sobrará os fortes, os bons de espírito, os que sabem que o significa perdoar. Quem sobreviver será recompensado, será amado, terá o privilégio de sentir seu vento todos os dias e a deixará feliz por estar presente em sua vida. Os que não resistirem irão embora, não sem peso, não sem dor, mas a deixarão com a sensação de que tentou, que fez a sua parte, mas faltou algo no outro. De primeira se sentirá faltando uma parte, mas porque a parte quis se fazer ausente. Com pouco tempo vai estar completa em seu íntimo, voltará a ser brisa, a ser ventania, e, futuramente, a ser tempestade.
"A tempestade adormece em todos, porém alguns ainda não a conhece. "
“Depois da tempestade vem à bonança” e não poderia ser diferente. Vem a reconstrução de cada pedaço, junto à modificação de outros. Vêm as desculpas pelo que destruiu, junto com as novas descobertas. A tempestade é como uma peneira, dela só sobrará os fortes, os bons de espírito, os que sabem que o significa perdoar. Quem sobreviver será recompensado, será amado, terá o privilégio de sentir seu vento todos os dias e a deixará feliz por estar presente em sua vida. Os que não resistirem irão embora, não sem peso, não sem dor, mas a deixarão com a sensação de que tentou, que fez a sua parte, mas faltou algo no outro. De primeira se sentirá faltando uma parte, mas porque a parte quis se fazer ausente. Com pouco tempo vai estar completa em seu íntimo, voltará a ser brisa, a ser ventania, e, futuramente, a ser tempestade.
"A tempestade adormece em todos, porém alguns ainda não a conhece. "
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O novo pseudo-príncipe.
Foi quando ela olhou para ele e disse “é ele”.
Sim, a história já começa assim. Aconteceu aquele momento onde o olho bate e já sabe que tem que ser ele. Já bateu em outros, lógico, do mesmo jeito, mas esses outros também foram ELES em seu tempo. Nenhum passou tão rapidamente em sua vida a ponto de não deixar marcas. Esse também seria assim. Era ele! Ela não tinha dúvida. Naquele dia não aconteceu nada além de um bom papo, risadas, algumas coisas em comum. A vontade dela era que aquilo tudo fosse só pra ela, mas ele parecia a mesma coisa com todos na mesa. Aquilo, sim, era diferente. Quando ela pensava que “era ele”, sempre ele pensava que “era ela”. Mas, como já ocorreu outra vez, o tal só disse ou demonstrou isso depois de um tempinho.
15 dias se passaram até o novo encontro com o dito cujo. Com o passar dos dias ela ficava mais ansiosa, para ela já havia algo entre eles, estava tudo mais que certo. No dia marcado ela se produziu toda para ele (e ainda dizem que mulher se produz pra outra mulher). Foi tudo como no encontro passado, papos, risadas, todo aquele clima de alegria. E, em um dado momento, não é que rolou a paquera? Os dois sozinhos, aquela conversa boa e puff: O amor estava no ar. Ou, pelo menos, deveria estar.
Foi bom enquanto durou, pena que durou apenas algumas horas. No outro dia um simples telefonema, mas sem nenhum convite para sair. Desse dia pra frente ela nunca mais o viu ou ouviu falar nele. Pensou até em ligar, mas viu que ele não merecia. Ele não era mais “ele”, era só mais um, ou deveria ser, mas não saia da cabeça inconformada dela aquela sensação de “onde foi que eu errei?”.
Havia algo de estranho, ela nunca errou em quem faria a diferença. Foi aí que pensou e entendeu: ele fez a diferença. Não importava quanto tempo eles tinham passado juntos, nem que esse tempo não tenha sido tão bom quanto ela esperava, mas foi suficiente. Desse dia em diante ela mudou: pensou diferente, agiu diferente e, assim, se tornou uma mulher diferente.
(continua)
Sim, a história já começa assim. Aconteceu aquele momento onde o olho bate e já sabe que tem que ser ele. Já bateu em outros, lógico, do mesmo jeito, mas esses outros também foram ELES em seu tempo. Nenhum passou tão rapidamente em sua vida a ponto de não deixar marcas. Esse também seria assim. Era ele! Ela não tinha dúvida. Naquele dia não aconteceu nada além de um bom papo, risadas, algumas coisas em comum. A vontade dela era que aquilo tudo fosse só pra ela, mas ele parecia a mesma coisa com todos na mesa. Aquilo, sim, era diferente. Quando ela pensava que “era ele”, sempre ele pensava que “era ela”. Mas, como já ocorreu outra vez, o tal só disse ou demonstrou isso depois de um tempinho.
15 dias se passaram até o novo encontro com o dito cujo. Com o passar dos dias ela ficava mais ansiosa, para ela já havia algo entre eles, estava tudo mais que certo. No dia marcado ela se produziu toda para ele (e ainda dizem que mulher se produz pra outra mulher). Foi tudo como no encontro passado, papos, risadas, todo aquele clima de alegria. E, em um dado momento, não é que rolou a paquera? Os dois sozinhos, aquela conversa boa e puff: O amor estava no ar. Ou, pelo menos, deveria estar.
Foi bom enquanto durou, pena que durou apenas algumas horas. No outro dia um simples telefonema, mas sem nenhum convite para sair. Desse dia pra frente ela nunca mais o viu ou ouviu falar nele. Pensou até em ligar, mas viu que ele não merecia. Ele não era mais “ele”, era só mais um, ou deveria ser, mas não saia da cabeça inconformada dela aquela sensação de “onde foi que eu errei?”.
Havia algo de estranho, ela nunca errou em quem faria a diferença. Foi aí que pensou e entendeu: ele fez a diferença. Não importava quanto tempo eles tinham passado juntos, nem que esse tempo não tenha sido tão bom quanto ela esperava, mas foi suficiente. Desse dia em diante ela mudou: pensou diferente, agiu diferente e, assim, se tornou uma mulher diferente.
(continua)
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Ou perde, ou esquece.
Não vou perguntar por que você voltou, acho que nem mesmo você sabe, e se eu perguntasse você se sentiria obrigado a responder, e respondendo daria uma explicação que nem mesmo você sabe qual é. Não há explicação, compreende? Eu também não queria perguntar, pensei que só no silêncio fosse possível construir uma compreensão, mas não é, sei que não é, você também sabe, pelo menos por enquanto, talvez não se tenha ainda atingido o ponto em que um silêncio basta? É preciso encher o vazio de palavras, ainda que seja tudo incompreensão? Só vou perguntar por que você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto. E esquece sabendo que está esquecendo.
C.F. Abreu
C.F. Abreu
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Lucidez, para que te quero?
Nós continuávamos resistindo, mas, às vezes, penso que viver não deve ser apenas isso, segurar a barra. Continuamos carregando nossas pequenas maldições – mais orgasmos, insônia, pesadelos, excessos de álcool e cigarros, procura cega (...) talvez uma falta de energia por não termos conseguido radicalizar e mudar alguém ou a nós próprios, ou enlouquecer e fugir pro mato. Normalmente resistimos enquanto o coração resseca, os olhos endurecem, as deliberações se frustram. Desmascaramos a farsa para continuarmos a existir no meio dela. De que nos tem servido essa lucidez senão para chamar barra cada vez mais pesada?
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Madame
Pelo risco da imobilidade eterna, madame, pelo perigo de eu mesmo permanecer para sempre aqui, igualmente imóvel, congelado em inúteis delicadezas enquanto tudo ou nada ou apenas qualquer coisa, mesmo insignificante, se agita e move e se perde em outro lugar, com certeza madame não compreenderia tanta ânsia tropical, bien sûr.
C.F.Abreu
C.F.Abreu
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