Gostaria de dizer que aos 20 anos ela é uma mulher, pois ela aprendeu a ter algumas responsabilidades que, mesmo não seguindo a risca, fazem dela (pelo menos em tese) uma pessoa com futuro promissor, mas sou obrigada rotulá-la sempre como uma menina, para não usar o termo “piveta”. As atitudes dela me parecem incompatíveis com a sua idade: fala tudo que pensa, faz tudo que quer, se dá mal e não aprende, chora quando leva um não, ri demais quando leva um sim, não sabe disfarçar, nem falar baixo, rir na hora errada, não sabe ficar parada... Como diria um cantor de algum forro-sem-letra-da-atualidade: uma “desmantelada”. Pergunto-me todos os dias como ela tem um convívio social normal diante de tantas “gafes”.
Poderia dizer que a suporto por excesso de convivência, mas prefiro pensar que, apesar de viver fora dos padrões da vida, ela tem um bom coração. Falando em coração, ela tem uma mania enjoada de ficar calma diante das discussões e achar que tudo “acontece”, além de ficar filosofando por ai. Não toma uma atitude quando deve ser tomada, espera que a coisa chegue ao caos para começar a tomar providencias. Oi, vamos acordar pro mundo! Veja você como a situação é grave: estou deitada com meus pensamentos e ela chega invadindo meu momento intimo e diz “Chato saber que me arrastarei por dias de decepções para depois de um dia de alegria achar que tudo são flores.“ Achar que tudo são flores? Flores? Que flores? Posso dizer que, em questões sentimentais, ela vive no meio de um deserto e ela vem me falar em flores. Sinceramente, não a entendo.
Eu, como pessoa simples, prática e cheia de atitude, posso dizer que a vida não é tão “loka” como ela afirma e nem tão rosa ou azul e branco quanto ela pensa que é. Só espero que ela entenda isso um dia.
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